Santander começa a financiar imóveis por 30 anos

outubro 14th, 2007 No Comments   Posted in Mercado Imobiliário

A exemplo do que a Caixa Econômica Federal já vem fazendo há algum tempo, a partir desta segunda-feira, dia 15, o Santander também passa a financiar em suas agências a casa própria pelo prazo de até 30 anos. É o maior prazo oferecido entre os bancos privados.

O Santander também passa a oferecer uma taxa de 9% ao ano por todo o período, para imóveis com valor até R$ 120 mil.

- O Grupo Santander concede crédito imobiliário com prazos longos nos países em que atua e constatamos que o cenário econômico é favorável para trazermos esta experiência ao Brasil - afirma Ana Isabel Perez, vice-presidente de Crédito Imobiliário do Banco.

O Banco tem facilitado cada vez mais o acesso ao crédito imobiliário. Com relação à documentação, exige apenas os documentos pessoais do comprador e do vendedor do imóvel, a comprovação de renda do comprador, a matrícula do imóvel e a certidão de tributos imobiliários.

Além disso, o Santander também aceita a composição de renda de duas pessoas, sem vínculo de parentesco ou matrimonial, para o financiamento, favorecendo o acesso ao financiamento.

Um dos planos oferecidos é o SuperCasa - Parcelas Fixas, para valor do imóvel a partir de R$ 40 mil, o banco financia 80% do valor do imóvel, com prazo de pagamento em até 30 anos e juros de 13,25% ao ano.

Os futuros mutuários devem avaliar com muito critério a alternativa de prolongamento do prazo para o crédito imobiliário. Segundo especialistas, ainda que a prestação seja a menor no financiamento com 30 anos de prazo, o valor final do imóvel aumenta em cerca de 70% se comparado com o financiamento com 10 anos de prazo.


Governo anuncia medidas para impulsionar setor imobiliário

outubro 13th, 2007 No Comments   Posted in Mercado Imobiliário

O Governo Federal anunciou 3 importantes medidas com perspectiva de impacto positivo sobre o mercado imobiliário. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, espera-se que o volume de financiamento imobiliário cresça dos atuais 1,65% do Produto Interno Bruto (PIB) para um patamar de 4% a 8% do PIB até 2010, volume considerado pequeno ainda, se comparado com países como a Espanha (30% do PIB) ou o México (10% do PIB).

Talvez a principal das medidas anunciadas seja a portabilidade do crédito imobiliário: durante o financiamento os clientes poderão optar por transferir a dívida e continuar pagando em outra instituição financeira, em busca de melhores taxas, o que geraria concorrência entre os bancos e uma possível redução da taxa de juros.

Outra medida em estudo tenta reduzir os riscos durante a construção e o financiamento dos imóveis. Segundo o ministro da Fazenda, o governo quer criar seguros para as obras e empréstimos. “Isso reduziria os custos”, disse. Atualmente, bancos já oferecem seguros nos financiamentos imobiliários. Mas a adoção da ferramenta é, legalmente, opcional. Em vigor, a medida evitaria problemas como a da construtora Encol, que faliu nos anos 90 e deixou milhares de mutuários sem imóveis porque as obras não tinham seguro e, para que conseguissem concluí-las, compradores tiveram de assumir os custos.

Por fim, o governo estuda a criação de um cadastro nacional dos imóveis, criando uma matrícula única, semelhante ao RENAVAM dos veículos, com o objetivo de organizar e reduzir a burocracia relacionada com a documentação dos imóveis.